domingo, 24 de maio de 2009

Deficiências Motoras

Deficiência motora é uma disfunção física ou motora, é um défice ou anomalia que tenha como consequências uma dificuldade, alteração e/ou a não existência de um determinado movimento considerado normal no ser humano. Desta forma, esta disfunção irá afectar o indivíduo, no que diz respeito à mobilidade, à coordenação motora. Poderá ser de carácter congénito ou adquirido.

As alterações dos movimentos podem ter origem em alterações dos grupos musculares, da estrutura óssea, da estrutura ósseo-articular ou em anomalias do Sistema Nervoso Central.


Podem ter um carácter definitivo, estável, ou seja, que não sofre alterações com o tempo ou evolutivo, isto é, que tem tendência a modificar-se ao longo do tempo.


terça-feira, 19 de maio de 2009

Cão para Surdos

Os primeiros cães para surdos apareceram nos Estados Unidos, tendo a sua formação começado em 1976, com a American Humane Association, em Denver, Colorado.
Assim como o cão-guia ajuda o dono cego a situar-se num espaço que ele não pode ver, o cão para surdos faz com que o dono tome consciência do universo sonoro que, de outro modo, não poderia abranger.
O cão para surdos é um tipo específico de cão, para assistência, especificamente seleccionado e treinado para ajudar os surdos, ou deficientes auditivos, alertando o seu manipulador de sons importantes, tais como campainhas, alarme de incêndio, toque de telefones, ou alarme de relógio. Eles também podem trabalhar fora de casa, alertando para sons tais como sirenes, empilhadoras, aproximação de pessoas por trás do surdo, e o chamamento do nome do manipulador. Os cães que podem tornar-se cães acompanhantes de surdos são testados quanto ao bom temperamento, boa reactividade e vontade de trabalhar. Após a aprovação inicial e rastreio, eles são treinados em obediência básica e expostos a coisas que irão enfrentar em público, como elevadores, carrinhos de compras e diferentes tipos de pessoas. Só após este período de socialização os cães são treinados para reagirem a alertas sonoros.





Primeiro cão para surdos em Portugal

O primeiro cão para surdos, educado pela Ânimas (Associação Portuguesa para a Intervenção com Animais de Ajuda Social), foi entregue a um casal de surdos profundos bi-laterais, escreve a agência Lusa. De acordo com a presidente da instituição com sede no Porto, Liliana de Sousa, o cão foi educado durante sete meses.
«O treino da cadela foi orientado para ajudar pessoas surdas nas tarefas diárias básicas, mas também em outras complementares», disse Liliana de Sousa. Após o treino, a cadela ficou em condições de «identificar, chamar, indicar fontes sonoras, como o micro-ondas, a campainha da porta ou um alarme de incêndio».
Segundo a presidente da Ânimas, os cães para estas funções podem ser de qualquer raça desde que «não tenham menos de sete meses, possuam um temperamento não agressivo e tenham uma sensibilidade auditiva média».
«Um cão para este tipo de assistência tem que ter um grande equilíbrio auditivo, não se assustando com os sons, mas não lhes ficando indiferente», explicou o instrutor da cadela, Hugo Roby. Testes de carácter, sensibilidade auditiva e grau de agressividade são fundamentais para seleccionar um cão adequado a este serviço. Com boletim e certificado, a cadela tem obrigatoriamente que ter um colete com a inscrição «cão de assistência», o que lhe permite circular em espaços públicos.



sábado, 28 de fevereiro de 2009

Sabia que...

…os leitores MP3 podem levar à perda de audição?


A Comissão Europeia alerta para o facto de que ouvir música em leitores MP3 com o volume elevado durante períodos prolongados pode provocar lesões auditivas permanentes, como a perda de audição. Um relatório do Comité Científico dos Riscos para a Saúde Emergentes e Recentemente Identificados indica que se os utilizadores de MP3 ouvirem música com o volume elevado durante mais de uma hora por dia, todos os dias da semana, durante pelo menos cinco anos, poderão perder a audição.

Se as pessoas à nossa volta “conseguirem ouvir a música que sai pelos nossos auscultadores a apenas um metro de distância, estamos a pôr a nossa audição em risco”, diz o presidente do RNID (Royal National Institute for Deaf People), Brian Lamb.

Por isso, já sabes: quando ouvires música no teu aparelho de MP3 mantém o volume baixo e não utilizes estes aparelhos durante períodos prolongados.

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Tecnologias para pessoas com deficiências auditivas

TDD (Telecommunications Device for the Deaf) é um aparelho que se assemelha a um computador portátil de pequenas dimensões; comporta um teclado, um monofone com entrada de voz e um pequeno visor, que permite a comunicação por meio de mensagens escritas.
A comunicação pode ser feita de duas formas: entre dois terminais TDD, com envio de mensagens escritas directamente ao outro lado da linha para ser lida no visor do telefone, ou, caso um dos interlocutores não possua o terminal TDD, com o auxílio de um(a) atendente da empresa operadora, que receberá a mensagem falada, a digitará e enviará imediatamente para o receptor.

Nota: A tecnologia do TDD foi transferida para a empresa brasileira Koller, que já está a fabricar e a comercializar estes aparelhos.






segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Sabia que...

… a profissão de taxista é considerada uma profissão de risco em termos de perda de audição?














A forte e constante exposição ao ruído urbano pode originar perdas de audição significativas, pelo que o rastreio permitirá aferir das condições auditivas destes profissionais da condução. É possível que se encontrem disparidades auditivas entre o ouvido direito e o ouvido esquerdo, pelo facto do último estar do lado da janela e, por consequência, mais exposto ao ruído. A partir desta acção serão recolhidos dados referentes à saúde auditiva dos taxistas testados, de forma a ser, posteriormente, elaborado um pequeno estudo relacionado com esta profissão de risco.

Segundo Catarina Korn, audiologista e Directora-Geral da Audioclínica, «através de alguns estudos internacionais sabemos que os taxistas têm uma profissão de risco no que diz respeito à perda de audição. Queremos alertá-los para essa questão e sensibilizá-los para o facto de ser fundamental monitorizarem a sua saúde auditiva. No contexto mundial, muito embora não existam estudos demográficos, estima-se que 50% das pessoas com perda auditiva, têm menos de 65 anos. Se não se verificar uma alteração no actual estilo de vida, prevê-se que em 2015 este indicador registe um aumento de 25%».


Pode encontrar este artigo em:
http://saude.sapo.pt/artigos/noticias_actualidade/ver.html?id=901298

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Resultado da sondagem nº2

Nesta segunda sondagem, na qual pretendíamos saber se os nossos leitores já tinham realizado algum teste auditivo, concluímos que 22% das pessoas que responderam à nossa sondagem já realizaram o teste designado audiometria, 5% realizaram o teste do limiar de audiometria verbal, 22% realizaram a timpanometria e 61% das pessoas não realizaram qualquer tipo de teste auditivo. Verificamos que alguns testes auditivos, nomeadamente electrococleografia, resposta auditiva do tronco cerebral e discriminação, não foram realizados por nenhuma pessoa que respondeu à nossa sondagem.



A audiometria é um método de avaliação quantitativa da acuidade auditiva para os diferentes registos das frequências sonoras por meio de um aparelho radioeléctrico designado audiómetro. A audiometria pode ser tonal (utilizando sons puros), que é considerado um teste subjectivo para avaliar o grau e o tipo de perda auditiva ou vocal (utilizando voz graduada), que pesquisa a capacidade de compreensão da fala humana. O resultado é expresso num audiograma, que é um gráfico que revela as capacidades auditivas do paciente.



O limiar de audiometria verbal mede em que tom têm de ser pronunciadas as palavras para serem compreendidas. A pessoa ouve uma série de palavras de duas sílabas acentuadas da mesma maneira (ex: clara, cama, casa) ditas em volumes específicos. O volume ao qual a pessoa pode repetir correctamente metade das palavras (limiar de repetição) é o que se regista.



O exame timpanometria mede a impedância (resistência à pressão) do ouvido médio, determinando a causa da perda de audição condutiva. Os resultados deste teste indicam se o problema se deve a um bloqueio da trompa de Eustáquio (o tubo que liga o ouvido médio à parte posterior do nariz), à presença de líquido no ouvido médio ou a uma fractura na cadeia dos três ossículos que transmitem o som através do ouvido médio. Detecta ainda as alterações na contracção do músculo estapediano, que está ligado ao estribo, um dos três ossículos do ouvido médio.



A electrococleografia mede a actividade do caracol e do nervo auditivo. Designa a exploração funcional da audição que consiste em registar e medir os sinais eléctricos que se produzem ao nível da cóclea e do nervo auditivo, em resposta a uma série de estimulações sonoras muito breves e repetidas, de fases alternadamente opostas.



A resposta auditiva do tronco cerebral é um exame capaz de diferenciar entre a perda auditiva sensorial e neural. Mede os impulsos nervosos do cérebro que derivam da estimulação dos nervos auditivos. A amplificação, por computador, produz uma imagem do padrão de onda dos impulsos nervosos.



A discriminação, a capacidade de ouvir as diferenças entre as palavras que soam de forma semelhante, testa-se pronunciando pares de palavras monossilábicas parecidas. O índice de discriminação (a percentagem de palavras repetidas correctamente) encontra-se dentro de parâmetros normais quando a perda de audição é condutiva; é menor que o normal quando a perda de audição é sensorial e muito menor que o normal quando a perda de audição é neural.

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

LINGUA GESTUAL

Língua Gestual Portuguesa (LGP) é a língua gestual através da qual grande parte da comunidade surda comunica entre si. É processada através de gestos, como o nome indica, e a sua captação é visual.
Uma língua é um sistema de comunicação específico e exclusivo do ser humano, tendo regras particulares. Assim sendo, a LGP possui características que fazem dela uma língua:
-é composta, maioritariamente por símbolos arbitrários;
-é um sistema linguístico;
-é partilhada por uma comunidade de pessoas que a utilizam como sua forma de expressão mais natural;
-possui propriedades como a criatividade e a recursividade;
-possui aspectos contrastivos;
-é um sistema em constante renovação e evolução: apresenta o fenómeno da dinâmica linguística;
-a sua aprendizagem faz-se de modo natural num ambiente propício.



quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Resultado da sondagem nº1

A partir da questão colocada "Tens algum problema visual?" concluímos que 45% das pessoas que responderam à sondagem têm miopia, 5% têm hipermetropia, 25% têm astigmatismo e 40% das pessoas não têm nenhum problema visual. Verificamos ainda que os problemas visuais daltonismo e presbiopia não obtiveram qualquer voto.






A miopia é uma deficiência visual, sendo um problema inverso à hipermetropia. O indivíduo míope sofre de má visão ao longe, obtendo imagens esbatidas e desfocadas, vendo com nitidez apenas objectos próximos. A miopia surge em resultado de um alongamento do globo ocular no sentido ântero-posterior, do que resulta que a imagem projectada pelo cristalino se forma à frente (antes) da retina. Esta anomalia pode ser corrigida através do uso de lentes divergentes, côncavas, cuja graduação é proporcional à deformação do globo ocular.








A hipermetropia é um problema de visão, que surge em resultado da incapacidade da estrutura do olho conseguir focalizar as imagens sobre a retina. Esta deficiência é devida a uma alteração da forma do globo ocular, que se apresenta mais curto no sentido ântero-posterior do que o normal, originando que as imagens de objectos próximos se formem depois da retina, não existindo uma imagem nítida. A correcção da hipermetropia é realizada pela utilização de lentes convexas, as quais têm uma acção convergente sobre os raios luminosos incidentes no olho.








O astigmatismo é um problema de visão que surge devido a irregularidades na curvatura da córnea ou a alterações da forma e posição do cristalino. Como consequência destas alterações, forma-se no olho uma imagem não-pontual, isto é, um mesmo objecto é focalizado como dois pontos separados, criando uma imagem distorcida e esborratada. Os pacientes astigmáticos apresentam sintomas que variam do desconforto visual, nos casos mais suaves, até dificuldades graves em formar imagens nítidas, devido à distorção e ao esbatimento da imagem formada na retina, nos casos mais graves. Esta perturbação visual pode surgir associada a outras deficiências ópticas, como a miopia (imagem formada antes da retina) e a hipermetropia (imagem formada após a retina). O astigmatismo é frequentemente hereditário, sendo a sua correcção feita por meio de lentes cilíndricas.




terça-feira, 25 de novembro de 2008

Deficiências auditivas

Deficiência auditiva ou surdez é a incapacidade parcial ou total de audição. Pode ser de nascença ou causada posteriormente por lesões.



Perda Auditiva e Hipoacúsia

O deficiente auditivo é classificado como surdo, quando sua audição não é funcional na vida comum e hipoacústico aquele cuja audição, ainda que deficiente, é funcional com ou sem prótese auditiva.

A deficiência auditiva pode ser de origem congénita, causada por viroses maternas, doenças tóxicas desenvolvidas durante a gravidez, causada por ingestão de remédios que lesam o nervo auditivo, exposição a sons fortes, predisposição genética, meningite, entre outros.

As hipoacústicas classificam-se em função do grau da perda auditiva, ordem e localização. Quando a lesão se localiza no ouvido externo ou no médio é denominada como deficiência de transmissão ou deficiência mista dependendo da intensidade da lesão. Quando se origina no ouvido e no nervo auditivo é dita deficiência interna.

terça-feira, 18 de novembro de 2008

Tecnologias para pessoas com cegueira




Relógio que fala a hora para deficientes visuais
Com apenas um toque no botão, este relógio fala a hora que mostra no digital. Este relógio possui alarme despertador com 3 tipos de som e fala a hora ao despertar. Tem também a função de falar a hora, de hora em hora, por exemplo, ele fala a hora às 10:00 e volta a falar às 11:00, e assim sucessivamente.



A caixa do relógio apresenta dois rebordos laterais paralelos que formam um canal que conduz os dedos para a superfície de leitura. Esta superfície não é mais do que um conjunto de discos rotativos com incisões em código braille correspondentes aos algarismos das horas e minutos. No fundo é um sistema mecânico clássico em relojoaria e o mérito do designer foi o de ter a intuição de o adaptar a esta situação particular.

terça-feira, 4 de novembro de 2008

deficiências visuais



A deficiência visual é um dano no sistema visual na sua globalidade ou parcialmente podendo variar quanto às suas causas e/ou natureza e traduz-se numa redução ou numa perda de capacidade para realizar tarefas visuais, como por exemplo ler, reconhecer rostos.

São várias as perturbações que podem causar problemas que degeneram em cegueira:
-catarata: pode bloquear a luz que entra no olho de tal forma que ela nunca chega à retina;

-deslocamento da retina e perturbações hereditárias (ex: retinose pigmentar) podem afectar a capacidade da retina para percepcionar a luz;

-diabetes ou degenerescência macular: podem danificar a retina;

-esclerose múltipla ou um inadequado fornecimento de sangue: podem danificar o nervo óptico, que transmite impulsos ao cérebro;

-tumores em estruturas próximas do cérebro podem danificar o nervo óptico;

-as áreas do cérebro que interpretam os impulsos nervosos podem ficar danificados por ataques cerebrais repentinas, tumores ou outras doenças.